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Filhos de férias, pais trabalhando: como lidar com essa fase com menos estresse
As férias escolares chegam cheias de expectativa para as crianças — descanso, brincadeiras e mais tempo livre. Para muitos pais, porém, a rotina segue a mesma: trabalho, prazos e responsabilidades. Essa diferença de ritmos pode gerar culpa, cansaço e conflitos dentro de casa.
A boa notícia é que, com alguns ajustes simples e intencionais, é possível atravessar esse período de forma mais leve, preservando o vínculo e o bem-estar de todos.
1. Aceite a realidade sem culpa
O primeiro passo é entender que nem todas as famílias conseguem parar nas férias escolares — e isso não faz de você um pai ou mãe menos presente.
A culpa costuma aumentar o estresse e diminuir a qualidade das interações. Quando você aceita a realidade como ela é, consegue pensar em soluções mais práticas e afetivas.
Crianças não precisam de pais disponíveis o tempo todo, mas de adultos emocionalmente acessíveis quando estão juntos.
2. Crie uma rotina flexível (não uma agenda rígida)
Mesmo nas férias, a rotina continua sendo uma grande aliada da segurança emocional da criança.
Algumas sugestões:
- Horário aproximado para acordar e dormir
- Momentos definidos para refeições
- Períodos combinados para atividades, telas e descanso
A palavra-chave aqui é flexibilidade. Não se trata de cumprir horários à risca, mas de oferecer previsibilidade.

3. Converse e alinhe expectativas
Muitas frustrações surgem porque a criança não entende por que os pais estão trabalhando enquanto ela está de férias.
Explique de forma clara e adequada à idade:
- Em quais horários você estará ocupado
- Quando poderá dar atenção exclusiva
- O que ela pode fazer enquanto espera
Quando a criança sabe o que esperar, a ansiedade diminui — e os pedidos constantes também.

4. Estimule a autonomia com atividades possíveis
Prepare o ambiente para que a criança consiga se ocupar sozinha por alguns períodos do dia.
Ideias práticas:
- Caixa de atividades (desenho, massinha, quebra-cabeça)
- Brincadeiras simples e repetíveis
- Desafios adequados à idade
Autonomia não significa abandono, mas confiança na capacidade da criança.
5. Invista em pequenos momentos de conexão real
Nem sempre é possível passar longas horas brincando, mas a qualidade do tempo compartilhado faz toda a diferença.
Mesmo em poucos minutos:
- Olhe nos olhos
- Escute sem distrações
- Demonstre interesse genuíno
Esses momentos abastecem o vínculo emocional e reduzem comportamentos de busca excessiva por atenção.
6. Ajuste expectativas (suas e da criança)
Durante as férias em que os pais trabalham:
- A casa pode ficar mais bagunçada
- As telas podem aparecer um pouco mais
- Nem tudo sairá como o planejado
E tudo bem.
O equilíbrio emocional da família vale mais do que a perfeição.
Conclusão: férias possíveis, não perfeitas
Férias não precisam ser extraordinárias para serem significativas. Elas podem ser feitas de pequenos rituais, momentos simples e presença real.
Ao invés de buscar dar conta de tudo, foque em estar inteiro no que é possível. Isso é mais do que suficiente para uma infância segura e afetiva.

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